domingo, junho 26, 2011

Clarence Clemons Solo - "Jungleland" Live 2009 *Rest In Peace Big Man

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

you need to get off facebook

terça-feira, novembro 09, 2010

Leiam, leiam... e votem!

quarta-feira, junho 23, 2010

Até sempre... (meu bom amigo)

"Adeus, mundo, cada vez a pior."

José Saramago "A Viagem do Elefante"

Da sociedade que criámos...

"Somos, cada vez mais, os defeitos que temos, não as qualidades."

"(...) a voz pública (...) é capaz de jurar o que não viu e afirmar o que não sabe."

José Saramago "A Viagem do Elefante"

Assim foi... assim será...

"Verem-se e amarem-se havia sido obra de um instante de deslumbramento que permaneceu intacto durante toda a vida."

José Saramago "A Viagem do Elefante"

Nem de propósito... Epitáfio sublime...

"Já nessa altura lhe viera à lembrança um conselho do pai, Cuidado, meu filho, uma adulação repetida acabará inevitavelmente por tornar-se insatisfatória, e portanto ferirá como uma ofensa."

"Dando tempo ao tempo, todas as coisas do universo acabarão por se encaixar umas nas outras."

José Saramago "A Viagem do Elefante"

quinta-feira, maio 27, 2010

É mesmo...

"Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.

Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.

Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.

Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Sou eu mesmo, que remédio! ..."

Álvaro de Campos "Sou eu"

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Insofismável...

"O problema é que não se pode viver o resto da vida com coisas que só existem dentro da nossa cabeça."

Paulo Castilho "Por Outras Palavras"

...ou por aquilo... ou por aquilo...

"Há sempre muitas razões e nas vidas das pessoas tudo se mistura, de forma que acaba sempre por ser impossível dizer que uma coisa aconteceu só por isto ou só por aquilo."

Paulo Castilho "Por Outras Palavras"

:)

(...) se pudesse escolher de novo uma vida, voltava a escolher esta, mesmo sabendo o sofrimento por que ia passar no fim se fosse esse o preço para te ter."

Paulo Castilho "Por Outras Palavras"

Às vezes distraio-me, mas...

"Teria frequentemente essa sensação ao longo da vida. Uma incapacidade de se deixar ir, que o impedia de se sentir totalmente presente nos momentos importantes da sua própria vida. Era como se uma parte de si ficasse sempre de fora, apenas a assistir. E a autocriticar-se."

Paulo Castilho "Por Outras Palavras"

As que gostam de mais também...

"É assim que se começa. Apaixonados por nós. Depois descobrimos os outros. Mas temos de começar por gostar de nós. As pessoas que não gostam de si próprias dão maus seres humanos."

Paulo Castilho "Por Outras Palavras"

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Receita de ano novo...

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

Breves linhas que eu gostaria de ter escrito...

http://tempocontado.blogspot.com/2009/12/que-sabem-os-outros.html

http://tempocontado.blogspot.com/2009/12/logo-meia-noite.html