domingo, abril 29, 2007

Revivalismos... apetece-me

SONHOS QUE SONHEI
ONDE ESTÃO
HORAS QUE VIVI
QUEM AS TEM
DE QUE SERVE TER CORAÇÃO
E NÃO TER O AMOR DE NINGUÉM.
BEIJOS QUE TE DEI
ONDE ESTÃO
A QUEM FOSTE DAR
O QUE É MEU
VALE MAIS NÃO TER CORAÇÃO
DO QUE TER E NÃO TER, COMO EU.
EU EM TROCA DE NADA
DEI TUDO NA VIDA
BANDEIRA VENCIDA
RASGADA NO CHÃO,
SOU A DATA ESQUECIDA
A COISA PERDIDA
QUE VAI A LEILÃO.
SONHOS QUE SONHEI
ONDE ESTÃO
HORAS QUE VIVI
QUEM AS TEM
DE QUE SERVE TER CORAÇÃO
E NÃO TER O AMOR DE NINGUÉM.
VIVO DE SAUDADES, AMOR
A VIDA PERDEU FULGOR,
COMO O SOL DE INVERNO
NÃO TENHO CALOR.
DE QUE SERVE TER CORAÇÃO
E NÃO TER O AMOR DE NINGUÉM.
VIVO DE SAUDADES, AMOR
A VIDA PERDEU FULGOR,
COMO O SOL DE INVERNO
NÃO TENHO CALOR.

NÓBREGA E SOUSA / JERÓNIMO BRAGANÇA "SOL DE INVERNO"

sexta-feira, abril 27, 2007

Da vaidade...

Estrear um espectáculo no dia 25 de Abril sobre um tema incómodo como o da guerra colonial, e ser cumprimentado sinceramente pelo autor da peça pela interpretação do personagem que me foi dado defender... não é todos os dias (até porque já representei mais textos de autores mortos do que vivos, mas isso agora não interessa nada). Já valeu a pena ter rapado o cabelo. Venha o próximo...

Poeta tantas vezes esquecido e injustiçado, tal como o 25 de abril... palmas José Carlos Ary dos Santos

Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.

E diz o inteligente
que acabaram asa canções.

Ary dos Santos / Fernando Tordo

terça-feira, abril 24, 2007

Potencial... existe em toda a gente...

“Mas as criaturas crescem com o que a natureza lhes oferece, afeiçoam-se aos seus movimentos, desenvolvem talentos de que se imaginavam destituídas.”

Mário Cláudio “Oríon”

quinta-feira, abril 19, 2007

Não havendo tempo para ler levam com música...

The bats are in the belfry
the dew is on the moor
where are the arms that held me
and pledged her love before
and pledged her love before

Chorus:
It's such a sad old feeling
the fields are soft and green
it's memories that I'm stealing
but you're innocent when you dream
when you dream
you're innocent when you dream

Running through the graveyard
we laughed my friends and I
we swore we'd be together
until the day we died
until the day we died

Repeat chorus

I made a golden promise
that we would never part
I gave my love a locket
and then I broke her heart
and then I broke her heart

Repeat chorus

Tom Waits "Innocent When You Dream"

terça-feira, abril 17, 2007

Ser ou não ser...

"Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando...
Foi justamente num sonho que Raul me falou"

As vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao seu lado

Você pensa em mim toda a hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar...

Eu sou a luz das estrelas,
Eu sou a cor do luar,
Eu sou as coisas da vida,
Eu sou o medo de amar

Eu sou o medo do fraco,
A força da imaginação,
O blefe do jogador,
Eu sou, eu fui, eu vou

Eu sou o seu sacrifício,
A placa de contra-mão,
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição,

Eeeu sou a vela que acende,
Eu sou a luz que se paga,
Eu sou a berira do abismo,
Eu sou o tudo e o nada...

Por que você me pergunta,
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra,
Do fogo, da água e do ar

Você me tem toda hora,
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você,
Mas você não está em mim...

Das telhas eu sou o telhado,
A pesca do pescador
A letra a tem meu nome,
Dos sonhos eu sou o amor

Eu sou a dona -de-casa,
Nos peg-pags do mundo
Eu sou a mão do carrasco,
Sou raso, largo, profundo

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão

Eu sou o amargo da língua,
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio,
O início, o fim e o meio.

Rita Lee "Gitã", composição de Paulo Coelho e Raul Seixas

domingo, abril 15, 2007

Porque vou finalmente vestir uma farda da marinha e nunca consegui ser um homem assim...

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui chantent
Les rêves qui les hantent
Au large d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dorment
Comme des oriflammes
Le long des berges mornes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui meurent
Pleins de bière et de drames
Aux premières lueurs
Mais dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui naissent
Dans la chaleur épaisse
Des langueurs océanes

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui mangent
Sur des nappes trop blanches
Des poissons ruisselants
Ils vous montrent des dents
A croquer la fortune
A décroisser la lune
A bouffer des haubans
Et ça sent la morue
Jusque dans le cœur des frites
Que leurs grosses mains invitent
A revenir en plus
Puis se lèvent en riant
Dans un bruit de tempête
Referment leur braguette
Et sortent en rotant

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dansent
En se frottant la panse
Sur la panse des femmes
Et ils tournent et ils dansent
Comme des soleils crachés
Dans le son déchiré
D'un accordéon rance
Ils se tordent le cou
Pour mieux s'entendre rire
Jusqu'à ce que tout à coup
L'accordéon expire
Alors le geste grave
Alors le regard fier
Ils ramènent leur batave
Jusqu'en pleine lumière

Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé
Des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames
Qui leur donnent leur joli corps
Qui leur donnent leur vertu
Pour une pièce en or
Et quand ils ont bien bu
Se plantent le nez au ciel
Se mouchent dans les étoiles
Et ils pissent comme je pleure
Sur les femmes infidèles
Dans le port d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam.


Jacques Brel "Amsterdam"

Thanks Mr. Jeff Bridges...

"The Fabulous Baker Boys" realizado por Steven Kloves

(depois da autentidade... a simplicidade, e ver um dos maiores actores vivos a representar sem dizer nada... e, claro, a minha paixão eterna... Michelle...)

sábado, abril 14, 2007

Fico a dever-te uma (mais uma)...

Mas da próxima vez vem a mim directamente, you know that it's me you want...

quinta-feira, abril 12, 2007

Até amanhã, espero...



Com a medula a escrever-se medo
deixei-te hoje no hospital,
com a pedra que me bombeia o sangue
um nada-tudo mais fendida.

Quero ver-te amanhã
dar-te um beijo e dizer uns disparates
para que te zangues comigo.
É a minha vez
de te carregar ao colo, por isso…
Até amanhã

domingo, abril 08, 2007

I will always have Paris...

"Paris,Texas", realizado por Wim Wenders

(a prova de que a perfeição se alcança com um pouco de autenticidade... i knew these, these two people)

sexta-feira, abril 06, 2007

Surpresas e pecados...

“E não mais me abandonaria esta surpresa das cousas, ainda quando se tornavam elas perigosas ou funestas, criaturas que nos espreitam as fraquezas, pecado que nunca experimentamos, mas que para nós significará a eterna perdição.”

Mário Cláudio “Oríon”

...e nas palavras imortais de Fast Eddie Felson: I'm back...

A luz que não me encontra
o caminho que não vejo
assim passam os dias
comboios de tempo.
Adormecer num acordar em que não desperto
Vou para onde?
Se souberes diz-me naquela voz apagada
com que dizias até amanhã

domingo, abril 01, 2007

Narcisismos... quem não sabe o que isso é que atire a primeira pedra...

You walked into the party like you were walking onto a yacht
Your hat strategically dipped below one eye
Your scarf it was apricot
You had one eye on the mirror as you watched yourself gavotte
And all the girls dreamed that theyd be your partner
Theyd be your partner, and...

Youre so vain, you probably think this song is about you
Youre so vain, Ill bet you think this song is about you
Dont you? dont you?

You had me several years ago when I was still quite naive
Well you said that we made such a pretty pair
And that you would never leave
But you gave away the things you loved and one of them was me
I had some dreams, they were clouds in my coffee
Clouds in my coffee, and...

I had some dreams they were clouds in my coffee
Clouds in my coffee, and...
Well I hear you went up to saratoga and your horse naturally won
Then you flew your lear jet up to nova scotia
To see the total eclipse of the sun
Well youre where you should be all the time
And when youre not youre with
Some underworld spy or the wife of a close friend
Wife of a close friend, and...

Carly Simon "You're So Vain"