terça-feira, maio 29, 2007

Há sempre um ponto de não-retorno... nem sempre sabemos se já lá estivemos...

“(…) e creio que terá entendido a mulher que se me situava a alma para além da linha onde ainda são possíveis os perdões.”
Mário Cláudio “Oríon”

quarta-feira, maio 23, 2007

Das ilusões (de quem se acha capaz de tudo explicar)...

“Nada como o infortúnio para nos ensinar com que linhas se cose o nosso destino. Quando caímos num poço de atribulações, olhamos para trás, e tudo parece corresponder à vontade de Deus. Desconhecemos o futuro, e o que importa para o merecermos, mas achamo-nos na posse de um tesouro luminoso, capaz de nos guiar na peregrinação.”

Mário Cláudio “Oríon”

Do sofrimento... e das consequências...

“Se não germinava o que de mim saía, que fosse pelo menos fecundada a campina florida pelo meu amor. Tapei os ouvidos com cera, conforme me constou haver realizado um herói antigo, e não me chegou a notícia de que tivessem gemido em seu abraço Perpétua e o jovem engendrador. Só sei que não houve lenço meu que se não encharcasse das solitárias lágrimas que verti.”

“Entrou a dúvida no meu coração. Eu seguia-lhe os passos, cheirava-lhe os panos, tentava decifrar-lhe os murmúrios nocturnos, mas não se levantava sombra de macho que conseguisse descortinar.”

Mário Cláudio “Oríon”

Do putedo...

Mais uma vez neste país se discute muito o acessório e pouco ou nada ou o essencial. A respeito do senhor professor destituido de funções por alegadamente ter chamado puta à mãe do senhor Sócrates anda toda a gente, e os próprios envolvidos, a falar de nada importante. O que realmente interessa é que o senhor professor não é nem melhor nem pior profissional por achar e dizer que a senhora é puta. Se a senhora se sentir ofendida tem que recorrer aos tribunais, que, por sua vez, averiguarão se estamos perante um caso de difamação. Eu não sei se a senhora é puta ou foi no passado. Se é, e continua a ter clientes, com a idade que deverá ter, tiro-lhe o chapéu. Boas putas é o que faz falta. Este post foi motivado pelas declarações do nosso Presidente da Republica. O célebre trincador de bolo-rei, troglodita e mentecapto (adjectivo-o na cara, frente-a-frente, olhos-nos-olhos se ele quiser) disse que ninguém pode ser prejudicado por fazer comentários jocosos, especialmente em Portugal. Eu afirmo que, seja em que país for, ninguém pode ser prejudicado por dizer, a sério, aquilo em que acredita. O que faz falta é assumir as palavras proferidas. Sermos Responsáveis pelas palavras que dizemos. A liberdade de expressão não vale nada sem a Responsabilidade que lhe dá valor. Falar por falar é o mesmo que não dizer nada.

quinta-feira, maio 17, 2007

Domingo passado... grande concerto... energia pura... (a Eva adorou a vista privilegiada, as minhas costas é que sofreram)

I’ve got plans for today
The plan is going all the way
I’ve got nothing to pay
But I plan on going all the way
I’ve got plans for the game
The plan is get you going all the way
Cause I’ve got something to say
I plan on going all the way

I’ve got new plans and I’m a culprit
Keep the secret semi-piercing through the memory/membrane
Break the mirror through the window
Drop the needle, stepping higher every minute
Got no reason to surrender
Put ideas in this splendour
Grab a --------, make it tender
You’re the protector, you’re the defender

I’ve got plans for today
The plan is going all the way
I’ve got nothing to pay
But I plan on going all the way
It’s on my time of pray
I pray for going all the way
I’ve got something to say
I’m gonna get you all the way

Unite your brothers, unite your tribes
Unite yourselves, yeah just tonight
Unite the sun, unite the child
Unite in one, unite and fly
Unite the sound, unite the light
Unite in truth, unite and fight
Unite your world, unite tonight
Unite yourselves, yeah just tonight

I’ve got something to say
I plan on going all the way
Yes, I’ve got something to pray for
I pray for going all the way
See, I’ve got plans for today
The plan is get you going all the way
I’ve got something to say
I’m gonna get you all the way

Unite your brothers, unite your tribes
Unite yourselves, yeah just tonight
Unite the sun, unite the child
Unite in one, unite and fly
Unite the sound, unite the light
Unite in truth, unite and fight
Unite your world, unite tonight
Unite yourselves, yeah just tonight

I’m gonna get you all the way
Cause I’ve got plans for today
I plan on going all the way
It’s on my time of pray
I pray for going all the way
Yes I’ve got something to say
I’m gonna get you all the way

Blasted Mechanism "All the way"

terça-feira, maio 08, 2007

Este Poeta foi amigo do meu pai, muitos anos mais tarde meu colega de curso e escreve assim...

A ESPERA (IN)DETERMINADA

(… por isso aqui estou de corpo e alma
feitos da íntima esperança
de -por um momento que seja-
nos voltarmos a encontrar…

…que da espera e da tardança
não haverei nunca de desesperar…)

Para quê calar ou esconder
o tudo quanto eu penso e que não digo?
Para quê negar ou rebater
esta vontade aberta de falar consigo?

Por uma vez -é certo-
já falei!

Por isso não desespero
e aguardo -tendo de ser-
o tempo que for preciso…

… e crente por confissão
só me resta acreditar
que há-de vir -se puder-…

Se vier
-como espero-
quando chegar cá estarei.

Se não
pensarei comigo
-“Ainda não pôde!”

… E como já estava à espera
nada se altera…

… esperarei!...

Arnaldo Silva “A Vertigem das Palavras Insuspeitas”

quinta-feira, maio 03, 2007

Obrigados!!!!

À Filinta, à Eva, à Sílvia e ao Zè por estes meses de partilha de muitos disparates e algumas angústias. No fundo, alegria de viver…

(1º trabalho do mestrado concluido e prestes a ser entregue. Agora os intelectuais doutores que digam da sua justiça. E podem dizer o que quiserem. Eu já ganhei... E vocês já me ganharam... Por inteiro... Porque todo é a única forma de dar...)

terça-feira, maio 01, 2007

Simplesmente... delicioso

“Não se contendo um dia Caim que não saísse do esconderijo, e se não plantasse à vista da magana como que a desafiá-la, eis que logo, e sem fingir quaisquer fumos de pudor, se atirou a Marinheira a entoar um estribilho que narrava os amores de uma certa pombinha com quantas ganas guardava nos bofes e no coração. Nessa noute enrolaram-se os dous nas profundas do mato, e com tal sanha se apropriou dela o enamorado que apareceria a queixar-se a marafona de que a pegara ele pelo lado contra a natura, por tal jeito se incluindo na classe dos perpetradores do vício nefando.”

Mário Cláudio “Oríon”